niciacruz

é suposto eu falar um pouco #sobremim. só que... eu tenho muito pouco jeito para o fazer.

prossigam responsavelmente. 😂

a primeira coisa que precisas de saber sobre mim é que sou indecifrável. até para mim mesma. uma cebola com camadas infindas, um dodecaedro feito de espelhos, um poço sem fim de contradições. um paradoxo dançante.

sou múltiplo-neurodivergente. ainda estou para descobrir de quantas maneiras sou diferente (com orgulho!). autista e PHDA. diria LGBTQIAPN+, apesar de não ser considerado uma neurodivergência (eu considero! mas isso é assunto para outra altura). os meus pronomes são: ela/elu. mas ainda estou em exploração. sim, sou género não conforme (aliás, sou não conforme, ponto.), pan e demissexual.

sou instrutora de Salsation® e Salsation KID®, sou ativista pela inclusão e iniciei um projeto piloto que interseciona estas duas áreas.

a ideia é: criar um espaço amigável para pessoas neurodivergentes, onde possam retirar as suas máscaras, serem autênticas, estabelecerem conexões com outras pessoas como elas e desenvolverem a sua autoconfiança e a sua autoestima através da dança.

e isto porque... só me senti eu mesma quando: encontrei a minha comunidade. e... só consegui me libertar de uma forte depressão quando comecei a dançar Salsation®!

mas não quero tornar isto num texto publicitário.

que mais posso dizer sobre mim? sou muito curiosa, adoro aprender e sou naturalmente autodidata.

acabo por passar esse bichinho ao meu filho, que está em ensino doméstico e tem acesso ao conhecimento de uma forma mais livre, e adaptada às necessidades dele.

ultimamente, o meu passatempo é também o meu trabalho: a dança! mas também escrevo (tenho um jardim digital, e aos poucos vou mostrando partes dele aqui), leio e vejo filmes.

estou cada vez mais interessada em sair do 'mainstream' e do controlo das massas. sou anarquista, prefiro um mundo descentralizado e consciente.

aos poucos, estou a sair das plataformas que têm um dono bem definido, para outras em que nós fazemos as regras.

acredito na interdependência e, ao mesmo tempo, tento ser o mais possível independente do estado. então, interesso-me pela autossuficiência, pela sustentabilidade e pelo 'slow living'.

o meu grande sonho é viajar pelo mundo, ao estilo do 'slow travel', claro. ainda não sei bem como o farei, mas há-de acontecer. fascina-me conhecer pessoas, sítios, culturas. a fundo.

não quero ser turista. quero ser viajante.

estou a aprender a impor limites e a acreditar mais em mim. ando a libertar-me de pessoas, relações, situações que me prejudicam. mesmo até as que são neutras. se não me agrega, não cabe na minha vida.

sou rigorosa comigo mesma nesse aspeto também. coloco tudo de mim no que faço e nas minhas relações. mereço ser retribuída na mesma moeda. é algo que preciso de me relembrar: que eu mereço ser valorizada.

acredito em multiversos (e é um assunto que, sincronicamente, me tem caído no colo ultimamente). sempre me senti uma extraterrestre. e sempre entreguei mais empatia do que aquela que recebi de volta.

não concordo com a maior parte das regras e convencões sociais e só vou atrás daquilo que me faz sentido.

tenho um desejo enorme de viver múltiplas experiências, múltiplas vidas e múltiplas personalidades. mas, o que estou a descobrir é que basta entrar dentro de mim mesma para o conseguir fazer.

nada em mim é linear. nem os meus pensamentos, nem as minhas ações e muito menos as minhas decisões. pode tornar-se frustrante, mas também tem o seu lado mágico.

ah, a magia. sempre acreditei nela, e não foi só pelas fábulas recriadas pela Disney. olho para o universo e tudo me parece mágico. olho para uma fotografia, ou um disco de vinil e pergunto-me como é possível materializar, gravar, algo tão etéreo.

também acredito na manifestação (sou 'kind of' wicana). apesar de não acreditar propriamente num deus. explico isto depois.

sou reikiana. leio tarot. acredito em energias e sou sensitiva.

estou em contacto zero com a minha família e, confesso, livrar-me das redes sociais comuns dá-me um certo alívio. pois sei que a minha família (e todas as pessoas de quem já me afastei) não terão acesso a este novo eu, direta ou indiretamente. é uma sensação de liberdade: já não tens o poder de me controlar, nem sequer através da tua energia porque, a partir de agora, não sabes mais nada sobre mim. estás na escuridão e eu sigo a minha própria luz.

e é isso que quero para mim: permitir-me brilhar e ocupar espaço.

se a minha luz condiz com a tua, vamos brilhar juntes e formar constelações, galáxias, universos, multiversos inteiros!

obrigada por leres até aqui, se quiseres falar-me um pouco sobre ti, sou toda olhinhos. 👀